• Susana de Sousa

A Casa da Felicidade e o grande sótão

Atualizado: Fev 22

Somos seres dotado de memória. Nalgum lugar recôndito vão-se acumulando experiências, conhecimentos, sonhos, desilusões, sentimentos reprimidos e toda a parafernália de imagens que povoam o nosso quotidiano, ao longo de dias, semanas, meses, anos da nossa vida (e até mesmo da vida dos nossos antepassados).


Se fôssemos casas, esse lugar seria um sótão. Muitas vezes deixado ao abandono, algumas vezes visitado para procurar pequenos objetos há muito tempo esquecidos.


Mas será que temos consciência da importância dessa divisão da casa?


Tudo o que nos aconteceu está guardado no sótão e não desaparece. As coisas boas estão lá para nos lembrar daquilo que nos deu prazer, para nos chamar de volta para elas. E as coisas más também lá estão, relembrando que é delas que queremos escapar. Umas e outras continuam vivas, a apelar às outras divisões da casa, em murmúrios inaudíveis mas poderosos.


Sem nos apercebermos, tudo o que se passa no resto da casa obedece ao chamado silencioso da tralha que ocupa o sótão.


O sótão é gigantesco!


Imagina que um dia a sala foi limpa e que isso causou enorme agrado em toda a casa. No sótão fica registado esse momento e esse registo vai condicionar novas limpezas, porque foi bom. Limpar a sala passa a ser um hábito, e nem te apercebes de que é lá de cima, do sótão, que surge a ordem para repetir.


Esquecendo agora a casa, e aplicando esta teoria ao ser humano, vamos perceber que os nossos registos inconscientes condicionam o comportamento de forma silenciosa e obscura.


Temos tendência a repetir aquilo que anteriormente nos causou prazer, sem perceber que mais de noventa por cento dos nossos atos, palavras, pensamentos, são controlados por tais registos.


Esse controlo rígido que nos condiciona é fundamental para a nossa sobrevivência enquanto espécie.


É através da educação que os instintos são atenuados de modo a que cada ser humano se possa adaptar ao grupo em que está inserido. Isto sucede desde o tempo das cavernas, em que a vida grupal era sinónimo de sobrevivência, mas continua a acontecer nos dias de hoje. Aqueles que não cumprem as regras são castigados de diferentes formas, de acordo com a sociedade em que vivem.


As formas de repressão vão minando a nossa criatividade, a nossa capacidade inata de inovação e de expressividade.


Bem guardadinhas no sótão, as repreensões dos nossos pais, professores, amigos, colegas, vão moldando a casa para que fique perfeita, isto é, igual às outras casas, e por isso segura, estável.


Poderemos ser felizes nessa casa?


Será que queremos ser felizes nessa casa?


"Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se, a descobrir e a descobrir-se com lucidez." Pablo Picasso



A força do teu Centro


Cada condicionamento irá contribuir para a construção de um ser humano reprimido, incapaz de tomar as suas próprias decisões. É mais fácil fazer aquilo que a sociedade espera de mim do que pensar por mim própria.


Mas, e se um dia decidirmos abrir as portas e janelas?


Do sótão parte a ordem de não arriscar, e surgem listas de perigos. É uma inovação, é perigoso. Quem sabe o que pode entrar! Assaltantes, bichos, lixo tóxico!


Mas... e se entrar a luz? Uma brisa carregada de aromas primaveris? O som do vento nas árvores?


Arriscarias dar o primeiro passo?


Acredito que se estás a ler estas palavras é porque tens consciência de que algo em ti se quer libertar.


A tua alma sabe que, para ser inteira, se precisa de despir daquilo que não é seu.


E às vezes nem é preciso limpar o sótão. Basta saber quais as informações que partem dessa divisão da casa.


O mais importante é encontrares o teu Centro.


Descobrires em que divisão da tua Casa te sentes mais tu.


Vou propor-te um pequeno exercício:


  • Fecha os olhos

  • Respira lenta e profundamente

  • Visualiza a tua Casa Interna

  • Toma consciência das várias partes da Casa

  • Sobe a escadaria que conduz ao sótão

  • Abre as amplas janelas e deixa entrar a luz do sol

  • Volta a descer

  • Dirige-te à tua divisão preferida

  • Ocupa-a

  • Respira nela

  • Permanece em estado de receptividade

  • Retira dela a tua Força

  • Sempre que precisares de tomar uma decisão, retorna a esta divisão


No nosso Centro, estamos em sintonia com aquilo que verdadeiramente somos. Por mais que o mundo nos tente moldar para encaixar nos seus padrões, no Centro podemos encontrar a nossa verdade mais pura, a nossa força, o nosso brilho.


Descobre aqui como reforçar ainda mais a tua conexão ao teu Centro:


>>> os 3 pilares da Casa Interna


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