• Susana de Sousa

O novo objecto artístico: EU

Somos moldados pela sociedade desde que alguém soube que estávamos a desenvolver-nos no ventre materno.


Começam logo aí os planos que irão traçar as linhas mestras da nossa vida. O rótulo: nome próprio e nome de família. As roupas. A decoração do quarto. A religião ou ausência desta. A escola, a universidade, a profissão. Todo um mundo material e emocional já está preparado para nos receber assim que despontamos do aconchego do útero, local seguro, morno e livre, ao qual procuramos sempre regressar.


À medida que vamos crescendo, a sociedade modela cada pedacinho do nosso EU, utilizando métodos sofisticados de repressão e controlo. Acreditamos ser livres, mas até que ponto isso nos é permitido? Teremos verdadeira consciência dos processos que nos esculpiram ao longo de toda uma vida?


Por vezes paramos para refletir, pois sabemos que algo não está bem. A nossa vida podia ser melhor. Eu podia ser melhor. Isso implica mudança. E mudança implica medo.




Deixa-me contar-te a história do Zé.


Todos os dias ele sai de casa, apressado, sem tomar o pequeno-almoço. O cigarro já vem acesso, suspenso nos lábios contraídos, enquanto as mãos carregam o peso da existência: chave da casa, chave do carro, chave do escritório. Não se apercebe que nenhuma daquelas chaves serve para abrir a sua própria mente, que naquela manhã não viu a menina que lhe sorria junto à banca de flores, nem o cãozinho que abanou a cauda ao sentir o seu cheiro, muito menos a mulher que espreitava pela cortina translúcida, apaixonada por aquele vizinho belo e misterioso.


À noite regressa, curvado sobre si próprio, a mente obscurecida por horas passadas no escritório, pilhas de trabalho acumulado, avarias no computador, telefonemas conflituosos, discussão com os colegas, ódio pelos fornecedores que não cumprem, reuniões que não levam a lado nenhum. Almoço rápido, sandes e refrigerante. Cinco cafés, ou teriam sido seis? O jantar vai ser qualquer coisa congelada.


Mais uma vez, o Zé não repara na vizinha. Adormece no sofá enquanto passa qualquer coisa sem interesse na televisão e pensa que o dinheiro não irá chegar até ao final do mês e que precisará de fazer horas extraordinárias. A meio da noite acordará com insónias.


E assim passam todos os dias, como cordas de um violino que apenas conhecem o toque das cerdas do arco e ignoram o resto da orquestra.


Parece-te que o Zé pode mudar? Deve mudar? Esta vida será mesmo a vida que é suposto o Zé viver?


Que monstros teremos de enfrentar para sair deste rumo totalmente condicionado e empreender uma viagem apaixonante?


Como esculpir um EU que esteja em sintonia com o propósito da existência?


Há coisas simples, como optar por tomar um bom pequeno-almoço. Não fumar. Fazer exercício. Substituir pensamentos negativos por positivos. Não reagir com agressividade.


Outras mais complexas, como mudar de profissão ou de relacionamentos.


Mas ainda mais difícil é aprender a olhar para o mundo que nos rodeia e tentar perceber a imensidão de possibilidades que a Vida nos oferece.




Olhar com os olhos de um verdadeiro artista.


Eu diria que o Zé tem algumas opções para sair da vida frustrante que leva. Tal como um pintor, ele tem à escolha uma paleta de cores finita em cada tubo, mas sabe que pode misturar essas cores de forma infinita.


Ou como um escultor, que sabe que trabalhar calcário é diferente de esculpir mármore, mas ainda assim pode escolher criar uma ninfa dos bosques, um guerreiro, uma águia, um dragão ou qualquer outra forma.


Esquecemo-nos frequentemente que há um espaço sem limites, e que esse espaço é o da Imaginação.


Por mais limitada que pareça a nossa vida, temos um poder fantástico de sonhar e imaginar algo diferente. E se for correto para nós, se a nossa Alma aprovar essa criação, teremos todo o apoio para passar do sonho à realidade.


Por isso vou imaginar que o Zé hoje tem uma intuição fulgurante e que sai de casa com um enorme sorriso. Desce as escadas lentamente. Detém-se na banca de flores e compra um ramo de margaridas. Baixa-se para fazer uma festa ao cãozinho. Entra na pastelaria e usufrui de um belo pequeno-almoço. Repara na vizinha e entrega-lhe o ramo de flores. Nessa noite, não irá jantar sozinho.


E como entra no escritório de coração cheio, todos os colegas são tocados pela sua alegria. Alguém pensa nele para um novo projecto profissional.


O Zé não fica stressado a pensar no dinheiro e nos problemas. Ele agora contempla-se como um objecto artístico. Ele é uma obra de arte, uma criação maravilhosa.


O Zé aprende a colocar a sua energia no seu bem-estar e de repente percebe que se ama!


Sim, o Zé ama-se!


O Zé já consegue olhar para a sua vida e sorrir com gratidão. Já consegue olhar para cada dia e perceber a beleza da sinfonia produzida por toda a orquestra!


Afinal, o Zé nunca esteve sozinho e a própria Vida tocava música para ele.


O Zé simplesmente aprendeu a escutar.


Queres saber mais sobre o que é a intuição e como escutá-la?


Explora este artigo:


>>> o poder da Intuição e um Vento gentil



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