• Susana de Sousa

Sacerdotisas e Sacerdotes dos tempos modernos

Tive um sonho muito vívido. Sonhei que era uma sacerdotisa da Mãe-Terra, numa época em que o Sagrado Feminino estava a desaparecer. Os deuses masculinos entravam em cena, assim como a violência, a dominação e a repressão das mulheres.


Nesse sonho, eu dizia: "vou regressar quando o Sagrado Feminino ressurgir". E lamentava-me por ainda faltarem tantos séculos.


Na minha adolescência lia muitos livros sobre a temática do Sagrado Feminino. Identificava-me profundamente com as mulheres que estavam conectadas à Consciência de uma Grande Deusa. Imaginava-me ao serviço dessa Divindade, tão diferente do Deus católico que vivia fechado nas igrejas e prometia Céu ou Inferno. Algumas pessoas religiosas que eu conhecia viviam numa bolha de sofrimento, repressão e, muitas vezes, maldade. Religião, para mim, nunca fez sentido.


Vivi sempre perto do Mar, e para mim aquela água era o Divino transformado em matéria. Enchia-me de Luz só de olhar para o azul iluminado pelo Sol. E nas noites de luar, como explicar a sensação mística que fazia elevar todo o meu Ser? A Lua parecia falar comigo. As Estrelas pareciam cantar. Todo o mundo natural estava vivo.


Seria isso a consciência da Deusa-Mãe?


À medida que fui regressando ao contacto com a Natureza, comecei a sentir a energia das árvores, dos animais, das flores, dos cristais. Percebi que conseguia canalizar essa energia através da minha voz e partilhá-la com outros. A Mãe-Terra estava a falar e a pedir para ser ouvida.


Hoje sei que o meu sonho era uma reminiscência de uma outra vida. Hoje sei que sou mesmo uma Sacerdotisa da Mãe-Terra: uma mulher que decidiu viver neste planeta para elevar a energia da Terra e ajudar outros seres a expandirem a sua consciência.


O Sagrado Feminino é uma filosofia de vida e não é exclusivo para mulheres. Qualquer ser humano se pode conectar à energia da Terra e sentir o seu coração a pulsar ao ritmo da Grande Mãe.


Trata-se de resgatar a Espiritualidade que foi subtraída ao mundo da forma. Trata-se de voltar a equilibrar as forças masculinas e femininas, sem assumir que qualquer uma delas é mais importante.


Quem sofre com a queda desta consciência do Sagrado Feminino não são apenas as mulheres, mas também os homens, que desde a infância se vêem privados da sua conexão ao seu próprio aspecto feminino. “Um homem não chora”, “um homem não partilha emoções”, “um homem não faz tarefas domésticas” e todo um sem número de crenças têm vindo a produzir enormes desequilíbrios.


O Muro e as Sombras


Gosto de olhar para o coletivo e de observar exemplos daquilo que se passa no nosso inconsciente. Por exemplo, a imagem do Presidente dos EUA, Donald Trump. Num momento em que o Sagrado Feminino começa a querer emergir, o gigante patriarca, o líder de um dos países mais desenvolvidos do mundo, está a criar um muro gigante para evitar a entrada de estrangeiros e está a mostrar-se ao mundo no seu aspecto violento e destruidor.


Ora, o que é o Sagrado Feminino senão a força de acolhimento, amor e nutrição? A Grande-Mãe acolhe os seus filhos, não cria muros de proteção e não destrói aqueles que são diferentes.


Esse é um dos principais movimentos que temos de fazer dentro de nós próprios: deixar de criar muros, deixar de destruir, e começar a acolher aquelas partes que geralmente designamos por Sombra.


Esse é o verdadeiro Amor: aceitar não só o que é belo e agradável, mas também o nosso lado que anda perdido, sem casa, sem valores e, tantas vezes, sem esperança.


Por que existe então um Trump, se o Sagrado Feminino está a começar a emergir? Existe precisamente para tomarmos consciência do que temos de mudar.


Cada vez mais vão existir pessoas sem Lar. Cada vez mais vão existir refugiados. As nossas sombras estão em fuga. Cabe-nos a nós (individualmente, primeiro; colectivamente, depois) acolher as nossas sombras como a Grande-Mãe nos acolheria se estivéssemos sem teto.



Todo este trabalho começa em nós!


No nosso silêncio, na nossa solidão, podemos confrontar as Sombras mais profundas do nosso Ser. Aquelas que queremos confinar com a construção de muros ou que gostaríamos de destruir com a precisão de um míssel.


E se experimentares deixar essas Sombras entrarem? E se experimentares comunicar com elas?


O que têm para te dizer, exigir ou revelar?


O que querem de ti?


Escuta-as e depois abraça-as. Por vezes é apenas isso que te pedem: um abraço.


Não há coragem na construção de muros e na destruição massiva, mas há muita coragem no confronto com as nossas próprias sombras.


Quando as abraçamos, conseguimos dissolver a energia negativa que geralmente está associada a elas.


E de lhes conseguirmos agradecer, então tornamo-nos mestres, verdadeiros Sacerdotes e Sacerdotisas da Nova Consciência.


Sacerdotisas do Sagrado Feminino


Se sentes que também tu és uma Sacerdotisa do Sagrado Feminino, deixo-te aqui pistas para que possas resgatar essa energia:


>>> O Sagrado Feminino: rituais para honrar a Deusa em nós


Boas práticas!


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