• Susana de Sousa

Na próxima noite, se eu ainda for viva

"Mas Xerazade, sentindo a manhã chegar, calou-se.

- Ó mana, que história tão bela e tão estranha - disse Dinarzade.

E Xerazade respondeu:

- Isto nada é comparado com o que contarei, a ti e ao nosso rei na próxima noite, se eu ainda for viva."

In “As mil e uma Noites”


Durante mil e uma noites, Xerazade contou histórias para poder sobreviver. Eu sinto que também preciso de contar histórias para assegurar a minha sobrevivência, pois sem as histórias não me consigo conectar à parte mais profunda do meu Ser e, sinceramente, não quero viver uma vida pela metade.


Não é fácil, na sociedade em que vivemos, encontrar um tempo e um espaço para a conexão com o nosso Ser. Andamos sempre a mil!


Só que não temos de ir para um Mosteiro para encontrar a Paz e a Alegria de viver. Podemos fazê-lo no burburinho da cidade. Eu sei que é possível, pois consegui trabalhar num meio altamente exigente em termos de stress como é o meio televisivo, e ainda encontrar-me a mim mesma.


O que aconteceu comigo foi que, à medida que me conectava com quem verdadeiramente sou, a minha vida deixou de ser stressante. Isso foi notório no trabalho: passei de projectos onde trabalhava cerca de 12 horas por dia para um projecto onde a média de trabalho era 5/6 horas; e daí para um projecto em que o número de horas é completamente indiferente, pois faço apenas o que amo!


Sinto-me como se Xerazade me estivesse constantemente a soprar ao ouvido uma nova história. A emoção que eu sentia ao mergulhar nos mundos fantásticos da literatura, do cinema ou do teatro, agora faz parte da minha vida.


Xerazade


As minhas formas preferidas de me conhecer e de me conectar à minha essência são estas:


Segurar num livro e entrar no seu mundo com a curiosidade de uma criança


A primeira fonte de conexão que encontrei foram os livros. Mergulhar numa história era não só desligar-me do frenesim do mundo, mas encontrar-me a mim mesma nos dilemas das personagens. Algumas das minhas maiores aprendizagens foram feitas nos livros.


Sou conhecida por ir com o pessoal para a praia e afastar-me para namorar com os meus livros. Paciência! Todos temos as nossas cenas, e eu não prescindo das minhas. Sou apaixonada por histórias e reencontro dentro delas pedaços de mim. É uma forma de reforçar a paixão por mim mesma.


Entrar no meu Templo Interno e meditar


Há muitas formas de meditar e eu costumo utilizar três diferentes:


- o simples esvaziar a mente, entregando-me ao silêncio interno

- cansar a mente através da utilização repetitiva de um som

- seguir a minha voz nas meditações que eu própria canalizo


O truque, qualquer que seja a forma escolhida, é a repetição. Estes exercícios podem até ser curtos, mas devem ser praticados diariamente.


A simples visualização de que entro no meu Templo Interno, como foi reforçada por uma prática diária ao longo de mais de uma década, é o suficiente para mudar o meu estado mental, emocional e energético.


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Mergulhar na Natureza


Este mergulho, para mim, tem de ser diário. Sento-me na areia da praia, num relvado de um jardim ou abraço-me a uma árvore. A energia da Natureza regenera-me e aumenta a minha vibração. Fico a sentir-me mais limpa, mais equilibrada, mais em paz.


A minha relação com a Natureza sempre foi meio mágica. Sinto-a tão viva como se fosse povoada de personagens. Quando me conecto com as plantas, os animais ou uma paisagem, entro numa história. É difícil explicar, só mesmo sentindo. Em breve irei disponibilizar algumas das histórias que gravei nestas conexões.


Conversar com pessoas sábias


Numa conversa com amigos, o reflexo que nos é devolvido é uma forma de nos conectarmos a nós mesmos. Desde que nos mantenhamos conscientes, sabendo o que é nosso e o que é do outro, uma boa conversa pode abrir novas formas de percepção e trazer muita clareza.


Tenho a sorte de estar rodeada de pessoas maravilhosas, que me ajudam no meu processo de autoconhecimento e conexão. São seres que fazem parte da minha história de vida e aos quais sou extremamente grata.


Sentar-me ao computador e deixar fluir


A página em branco é sempre um bom começo. Parece que começa a puxar as palavras de forma meio mágica, e quando dou por isso, já nasceu uma história ou um artigo. Durante o processo de escrita, a conexão que sinto é muito especial. Entro num fluxo de inspiração onde novas dimensões do meu Ser se mostram e me guiam.


O vazio puxa sempre o essencial. Por isso é que os maiores tesouros são encontrados nos nossos períodos de travessia de desertos.


Agora gostaria de saber como funciona contigo. Utilizas alguma destas formas de conexão? Resultam para ti? Deixa um comentário aqui neste artigo.


Se gostaste, volta nos próximos dias, pois “Isto nada é comparado com o que contarei, a ti e ao nosso rei na próxima noite, se eu ainda for viva."

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